Fim de ano parece que virou moda comprar barato em São Paulo, principalmente na “Feirinha do Brás”, ou “Feirinha da Madrugada”, que pessoalmente chamaria Feirinha da Chin, porque parece que tudo vem da China, até os vendedores. Mal dá pra se entender o preço devido ao sotaque abrasileirado do português arrastado. Claro, na feira tem de tudo, de tudo que pra mim não tem utilidade, nada de muita qualidade e nada de muita economia. Durante a viagem até São Paulo, saindo de Ribeirão Preto, enfrentei um trânsito terrível ao chegar ao cheirosíssimo, quer dizer, famosíssimo Tietê. Não muito demorado, apenas 2 horas de trânsito parado, algo bem natural na Capital às 3 da madrugada. Depois do sufoco do trânsito, não obstante, não poderia piorar. Mas piorou, havia, segundo informações locais, 3 mil ônibus de excursão. Não sei dizer ao certo se todos estavam dentro da Feirinha do Brás, mas parecia. Entrar na feira não era o problema. O difícil mesmo era andar lá dentro, pois contávamos com a mordomia de alguém sempre ajudar, quase nunca pro caminho certo, mas havia muita gente solidária ali. De tudo até o oxigênio estava bem disputado. Entre bolsas, blusas, camisetas, jeans e bijuterias alguma coisa poderia ser pescado para justificar a pechincha. Como se não tivesse valido a lição, fui para 25 de Março, a rua mais famosa de São Paulo, pelo preço e hoje eu digo, pela criatividade daquele povo. Lá você encontra até merda e ainda escolhe a cor! Coisas de brasileiro. Na Pajé, além de ter subido a pé 8 andares atrás de informação errada dada por um guarda na portaria sobre produtos de informática, ainda tinha mais gente solidária ajudando a gente andar com mais rapidez nos degraus das escadas. Em épocas de festas e de propagandas no TV, não arrisque a aventura a menos, claro, que você queira levar merda pra casa.

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